terça-feira, 20 de março de 2012

A ver se é desta que começo o blogue

Bem, vamos ver se eu sei gerir um blogue deste tipo.

Já tive um blogue durante muito tempo, mas era tão preguiçosa, que o deixei "morrer". Eu até gosto de escrever, mas sou um bocadinho chata nessas coisas. 

Ora bem, vou contar-vos a minha história (nestes blogues é isso que é suposto, certo?:))

Sempre fui uma miúda gordinha. Era sempre o orgulho das tias, mãe e avós porque comia sempre tudo, como gente grande. Os meus primos eram uns "piscos", mas a mim "dava gosto ver comer". Soubessem o que isso ia significar uns anos mais tarde, e nunca teriam sido assim, acho eu.

Como eu dizia, fui sempre gordinha, com um peso acima da média. Costumavam dizer "tens uma cara mesmo bonita, se fosses mais magrinha..." Enfim.

Com 18 anos, e 1.73, pesava cerca de 75 kg. O que não sendo ideal (não era), não me parecia assim muitoo  mal. Era a típica gordinha. Mas, com 18 anos, entrei para a faculdade. E toda a gente sabe o que isso significa: jantares, bebidas, comer porcarias enquanto se estuda, comer porcarias enquanto se estuda, comer porcarias enquanto se estuda! :) escolher sempre a pior opção no menu da cantina, coisas que tal. Comecei a engordar, mas nunca liguei a isso. Comi sempre o que me apetecia e não mexia o rabinho para nada. Correr? Só se fosse para o autocarro, e mesmo assim não me preocupava muito. Havia de chegar outro...

Com 20 anos, a coisa descambou; fui viver a maior aventura da minha vida: Erasmus em Itália. E toda a gente sabe o que isso significa: muita comidinha boa, muitos gelados, capuccino, crepes com nutella! Mas, pior do que isso, foi mesmo o facto de não saber cozinhar praticamente nada. Minto; sabia fazer uma massa com natas e cogumelos óptima! Para ajudar à festa, a A., que foi comigo, ainda era pior do que eu. Por ela, comíamos iogurtes e bebíamos leite todos os dias, ela era uma nulidade. Então, os nossos almoços e jantares consistiam em massa com natas ou bechamel. Às vezes os dois. Bolachinhas ao pequeno-almoço, lanche e jantar, intercalados com pão-de-forma (sempre saudáveis, como podem ver). Ice-tea era a bebida de eleição e adorávamos o "aperitivo", no Bar lá da zona. Se sobrasse arroz, nós não deitávamos fora. Comíamos. Coisas do género.

Cerca de 3 meses depois, os meus pais foram visitar-nos. E se até então eu comer bem era um orgulho, passou a ser uma preocupação, especialmente para a minha mãe. Mais do que ter a certeza de que eu não passava fome por não saber cozinhar, ela teve a certeza que eu tinha era de voltar rápido para Portugal para me pôr em condições.

Conclusão: quando cheguei a Portugal, tinha 85 kg. Engordei uns 7 ou 8 kg num curtíssimo espaço de tempo. 


A minha mãe, muito subtilmente, disse-me que na farmácia lá perto de casa havia consultas de nutrição. Que eu até podia experimentar. E eu lá fui, muito desconfiada. E aí começou esta aventura das dietas e da vida saudável...

1 comentário:

  1. Pois... eu tenho era um orgulho a comer.
    Comia tudo.
    adorava big macs e comia-o todinho (coisa que as crianças nao conseguiam comer)
    mas pronto... comer muito não significa comer bem...
    mas o que importa é que descobrimos isso. :)

    Erasmus em italia deve ser altamente mesmo!!!

    Beijinhos grandes e força com o blog e a dieta :D
    espero ler muitas coisas tuas!

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