quinta-feira, 17 de maio de 2012

A obesidade infantil e a minha afilhada

Olá a todas :))

Antes de vos falar do tema de hoje, vou deixar-vos a minha alimentação de ontem:

7h20: 1 fatia de pão de sementes com fiambre de frango e 1 chá;
10h20: 1 maçã e 2 tostas
13h10: 1 iogurte magro
14h: Salada de frango (alface, couve roxa, cenoura, cubinhos de frango e mozzarella) com bróculos, couve branca e couve flor cozidos
17h: 1 laranja (com farelo de trigo) e 2 tostas
20h: 1 iogurte líquido com alguns corn flackes (pouquinhos)
21h45: Sopa de legumes e 1 maçã
24h: 1 chá de cavalinha
Líquidos: mais de 2 l de água
Exercício físico: como estava tanto calor e me apetecia dar uma volta para espairecer, fui dar uma volta até ao centro para espreitar o cortejo, mas só vi o último carro (eram 20h30). No Porto acaba sempre tardíssimo, achei que aqui também seria assim :)) Fiz 50 min de caminhada acelerada. 

Hoje o dia está a correr bem. Aliás, parece uma cópia do de ontem, apenas acrescentei um pratinho de sopa de legumes ao almoço :))

Em relação ao tema de hoje, já há alguns dias que vos queria falar nisto. Nas últimas semanas vieram a público umas notícias relativamente ao facto de as meninas portuguesas com 11/12 anos serem das mais gordinhas (olha eu a ser simpática) do mundo, a seguir às meninas dos Estados Unidos. Na verdade, à primeira vista a notícia pareceu-me um bocado sensacionalista porque apenas participaram cerca de 30 países no estudo, mas mesmo assim é muito grave.

A minha afilhada tem actualmente 12 anos e desde pequenina sempre foi muito pesada para a idade. Ela comia compulsivamente e eu, especialmente depois de ter começado a dieta, tentava alertar os pais para este facto, já que é complicado explicar a uma miúda de 10 anos que não pode comer tudo o que lhe apetece. Aliás, a questão nem é explicar-lhe, é conseguir fazer com que se controle.

O ano passado, no Verão, o avô paterno dela (que a criou), faleceu, após ter descoberto seis meses antes que tinha uma leucemia. Já nessa altura, com 11 anos e cerca de 1,75 (é enorme!), a miúda já pesava cerca de 75 kg. Como devem imaginar, numa miúda dessa idade, é imenso. Ela tem um perímetro abdominal muito largo e a barriga dela compara-se a algumas grávidas em fim de tempo!
Ela passou duas semanas comigo, porque se sentia muito triste e como eu tinha disponibilidade, ficava com ela. Ela fazia a mesma alimentação que eu e o mesmo exercício físico. Fazíamos imensas caminhadas, íamos jogar basquete para o parque... Enfim, mexíamo-nos. E ela emagreceu 3 kg em duas semanas. Ela já é acompanhada por nutricionistas e endocronologistas há algum tempo, mas desiste facilmente porque pura e simplesmente não consegue resultados. Mas a questão é que a miúda não come muito porque quer. Eu acredito que ela tem mesmo um problema. Para terem uma noção, uma noite deitei-me mais cedo e apanhei-a a "assaltar" o frigorífico às escondidas. Coisas do género. Na altura, ela chorou imenso e confessou que não conseguia mesmo controlar-se e que o facto de saber que ia perder o avô estava a acabar com ela. Ela é fisicamente muito grande, mas é uma criança e vocês não imaginam o que me custou ver uma criança assim à minha frente.

Um dos grandes problemas, é que os pais sempre tentaram compensar as tristezas e alegrias dela com comida. Para verem, no dia que o avô faleceu, ela ficou em minha casa e a mãe ligou-me a dizer para lhe dar um docinho porque ela estava triste. Pois, não pode ser.

Em Janeiro, a mãe pediu-me o contacto da minha nutricionista para a levar lá. Ouvia falar tão bem dela que quis experimentar. No dia da consulta estava em Braga, não pude ir com ela. Logo que saí das aulas liguei-lhe para saber novidades. E sabem qual foi a novidade? A minha afilhada, de 11 anos, pesava 87 kg. Ela engordou cerca de 15 kg em meio ano. Eu já não a via há algum tempo (a minha vida acabou quando vim para aqui), mas nunca pensei que o estrago fosse tão grande.


Desde então tem engordado e emagrecido, mas não deixou de ir às consultas (isso é óptimo, pelo menos!). Adora a nutricionista e não quer desistir. Mas abusa muitos aos fins-de-semana (os pais fazem quase sempre grandes jantares lá em casa e a miúda não resiste). Eu sei que os pais se sentem impotentes, porque lhes custa muito negar comida à miúda, mas é complicado. Eu não estou a ver isto ter bom resultado, na verdade não acredito muito que ela consiga, para já emagrecer, por muito que me custe dizer isto.


A questão é: se nós, que somos adultas e temos um controlo maior do que fazemos, não conseguimos, como vai uma miúda de 12 anos conseguir? O que sugerem para a motivar? É que eu já tentei de tudo... Falo imenso com ela, dou-lhe conselhos, dou-lhe nas orelhas quando erra, dou-lhes os parabéns quando ela consegue ir a uma festa e passar os doces e fritos... Mas não é suficiente. É uma sensação de impotência que não imaginam. E o pior é que eu temo que os colegas gozem com ela, porque ela é mesmo a maior da turma :\

Quero mesmo ajudá-la, só não sei como (tendo em conta que o meu tempo não é muito)...

Bem, desculpem o big testamento, mas queria partilhar convosco...

Nota: ela está a ser seguida por um psicólogo (ou estava).

18 comentários:

  1. Sinceramente, acho que além da nutricionista, o melhor seria aliar isso a ajuda psicológica, levá-la a um psicólogo, uma vez que as compulsões dela, pelo que disseste, estão muito ligadas a hábitos familiares e a perdas e fases emocionais. O ideal, portanto, era começar a pegar na situação pela "raiz", incluindo também os pais (mas isso já seria decisão do psicólogo) de forma a mudarem também os hábitos que têm com a tua afilhada.

    Beijinhos e as melhoras para ela!

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  2. Acho que fazes bem em apoiar e tentar pô-la nos bons caminhos, ela de certeza agradece os conselhos.

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  3. Com a idade dela o ideal seria que ela ganhasse gosto por algum desporto, pois o corpo está em mudança e pode reagir bem ao desporto, mas os pais têm que perceber que um abraço conforta, enquanto que o doce simplesmente aumenta os problemas..

    Eu sei que é complicado gerir e nem imagino como deve ser difícil negar aos filhos comida, mas os pais negam tudo aquilo que nos podem por em perigo, então deviam negar a comida à filha!

    Ela com 12 anos já tem tlm, tu que também lutas por ser saudável, desafia-a a ser mais saudável, pede-lhe para fazer exercício e para te contar como foi por sms, e para te dizer os pontapés que dá na dieta e tu fazes o mesmo! Pode ser que e ajudem uma à outra!

    Beijo grande

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  4. A obesidade infantil é um problema muito grande hoje em dia.. na minha perspectiva o maior problema está em casa, e em como os pais tratam e lidam com as crianças.
    Como ela ainda é novinha, vai acabar por crescer e se conseguir manter uma alimentação melhor acabará por emagrecer com o tempo, não é necessário o "nosso dilema". Nas crianças é bem mais fácil conseguir atingir esse objectivo, basta restringir os doces e as comidas más. Sinceramente eu acho que se puderes falar com os pais, dará mais resultado que com ela. Pela razão que disseste, ela é uma criança ainda, como é que ela se vai controlar?
    A tua alimentação está muito boa, desde que não andes com fomee :P

    Beijinhoos

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  5. Eu sempre fui gordinha, desde pequena e sei muito bem pelo que ela está passando. E cobravam muito de mim para que eu emagrecesse mas eu não queria. Dai quando comecei a ficar adolescente eu fazia regimes para que os outros me aceitassem e não porque eu queria ou porque eu achava que seria bom ara mim. Isso ocasionou diversos problemas psicológicos e alterou muito minha personalidade. Agora faço regime por mim, porque eu quero e não pelos outros e sei que é por causa disso que está dando certo. Meu conselho é que não a obriguem a fazer o que não quer, claro que sempre querem ajudar ela, mas façam ela ver que isso é bom pra ela e sem botar pressão. Desse modo vai ajudá-la sem prejudica-la. Seria muito bom ela começar a ir em psicólogos também.

    Um beijo flor, boa quinta

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  6. Olá Olá =)
    Então fica com o meu mail e manda para lá quando quiseres , é o ssantos387@gmail.com , estás à vontade.
    Quanto ao teu post, estive a lê-lo atentamente, e na minha sincera opinião, eu acho que muito da ajuda e do "pulso" para ela seguir em frente tem não só dela, mas dos pais. POrque como tu própria disseste ela é uma miuda de 11 anos, e se já é dificil para ela seguir a dieta, se tiver os pais a dizer-lhe para comer, é obvio que ela não vai pensar duas vezes, porque supostamente os pais é que nos dizem o que é melhor para nós não é?
    Não se trata dos pais a proibirem de comer, mas sim incitá-la a fazer escolhas saudáveis, até porque estamos a falar da saude dela.
    Eu tive um caso parecido na família, a minha prima de 8 anos, começou a engordar muito, e a gordura dela foi toda para a barriga ( a zona pior) e os meus tios tomaram logo medidas. Eles próprios alteraram hábitos na alimentação lá de casa, incentivaram-na a ir para um desporto que ela gostasse e claro que não a proibiram de comer doces, afinal ela era uma criança não é, mas moderarm-lhe a quantidade. Hoje ela tem 11 anos e está super saudável e magra =)
    Aconselha os pais da tua afilhada, antes de a aconselhares a ela, é a minha opinião =)
    Beijinhos

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  7. Olá :)

    Muito obrigada pelo teu comentário :) Acho mesmo que estes últimos dois dias andei mesmo a precisar de miminhos, e ler as tuas palavras deixou-me mais animadinha ;)

    Em relação à tua afilhada eu percebo perfeitamente o que referes. Em minha casa há um bocado essa postura. Eles têm uma alimentação muito saudável. Às refeições.

    Fora delas são monstros de docinhos. A sério, não estou mesmo a exagerar ;) Há duas semanas a sobremesa foram duas embalagens de gelado inteiras, um pão de ló pequeno para cada um, um poveiro para cada um (são uns pastéis com doce de ovos) e salada de frutas. Moral da história: o meu irmão é gordinho. Por muito que eu tente dizer-lhes que esta não é de todo uma boa postura, na verdade a única vez que fui ouvida foi quando lhes disse que as placas de ateroma começam a formar-se nos vasos a partir dos 20 anos. Por isso, ter cuidado com a alimentação não é só para os 'velhos', é mesmo para os novos também! Isso sem falar noutras questões como a diabetes e a hipertensão ;)

    Por isso não desistas da tua afilhada :) É muito complicado quando a família não a apoia nesse aspecto, mas eventualmente eles vão perceber que não a estão a ajudar de todo ;)

    Beijinhos! :)

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  8. Que coisa engraçada... falei da minha história hoje no blog, assunto bem parecido e a tua afilhada tem sintomas que tive quando criança.

    Infelizmente, demorei para encontrar o caminho e me conscientizar do meu problema.

    Mas no caso dela, acho que o primeiro passo que já foi dado é mesmo a terapia. Mas de preferência, com um bom profissional. E leva algum tempo, uma criança.

    Como disseste, se para nós é difícil, imagina para uma criança?

    Beijo grande!

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  9. Saskia primeiro que tudo tenho de te agradecer muito as tuas palavrinhas...e sim é para o Dubai que ele vai =(
    Relativamente à tua afilhada, é uma situaçao mesmo complicada....Tudo depende da sua força de vontade...Já lhe tentaste ver a quantidade de problemas de saude que ela pode vir a ter caso continue assim?
    Parece-me a mim que parte da culpa é dos pias, se eles não tiverem em casa coisas que a tentem, e tenha cuidados redobrados com a alimentaçao de todos, talvez a ajude...

    Beijinho*

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  10. Caramba, que situação complicada...
    É vermos o nosso filme a passar-nos à frente dos olhos outra vez...
    Mas hoje há mais informação, os pais levam-nas às consultas de psicologia, nutrição... Um dia isso há-de começar a ter resultados, um dia ela vai por exemplo querer uma roupinha diferente, vai olhar para um rapazito... Essas coisas, e com as ajudas que está a ter, vai-se tornar mais fácil. Pouco mais podes fazer do que acreditar nisso...
    Na minha altura nem balança havia cá em casa!
    Os tempos mudaram...
    Boa sorte c a tua menina, sinceramente ajudava ter uma palavra mágica para ajudar, mas não tenho...
    Dá tempo ao tempo.
    Beijinhos

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  11. É sempre uma situação difícil a obesidade infantil. Primeiro porque afecta psicologicamente e depois tem consequências a nível da saúde e tudo mais. Na minha opinião ela tem de ser motivada. Pelos colegas, que se calhar não o fazem e que neste momento da vida são muito importantes. Pelos pais, que pelo que vi tentam ajudar mas não da melhor maneira, por todos os que a rodeiam e por ela própria, talvez o mais importante. Eu não tenho muita diferença de idade dela, tenho mais 5 anos. Nunca fui gorda, nem nada do que se pareça, até sempre fui bastante magra, mas sempre com as minhas formas. Tive um período um bocado mau, e engordei um bocadinho. E agora, que aprendi a gostar de mim e a ter prazer em tratar de mim, voltei ao normal e nunca mais abandonei o mundo da alimentação saudável, do exercício e de tudo o que envolve. Eu acho que daqui a uns aninhos ela vai ganhar ainda mais força para emagrecer, até porque começa a ter interesses diferentes, como os namorados, a mudança do corpo, etc.. Mas deve começar já para não ser irreversível. Porque não inseri-la na comunidade dos blogs de alimentação saudável e incentivar a criar um diário alimentar um sitio onde possa falar da sua evolução e até conhecer pessoas com o mesmo problema? Pode ser muito nova, mas não custa nada tentar. Mas eu acho mesmo que ela vai acabar por tomar consciência e vai ganhar força. Pode levar algum tempo, mas à uma fase da vida que envolve tudo isso, e ela não deve estar muito longe.

    Bem, que comentário longo eheheh. Beijinhos e boa sorte para a tua afilhada :)*

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  12. O pa, eu acho q 11 anos é muito cedo para uma criança (sim criança) começar a pensar em dietas. eu sei q posso estar a pensar mal, mas por favor, é um abuso a sociedade em q vivemos permitir q crianças comam mal constantemente... os hábitos começam sim em casa e desde o nascimento! É claro q cada pessoa é diferente, mas aos 11 anos a culpa não é duma criança... eu tenho uma prima na mesma situação e sei mto bem o que a casa da minha tia "gasta". Por isso, todos os problemas psicologicos q ela terá q enfrentar daqui para a frente (e a nível de saude) serão em parte culpa da minha família!

    É claro q devemos ter atençao, ajudar, cuidar, proteger... mas proibir aos 11 anos uma criança de comer não me parece sensato! Vai ter a vida toda para fazer dietas, primeiro precisa de comer bem desde q começa a comer!

    foi bom teres partilhado este tema e estou curiosa para ver mais opinioes:)

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  13. Sem duvida nenhuma que essa vontade de comer da tua afilhada vem que alguma frustração e ela tenta resolver isso através da comida e os pais não conseguiram resolver isso da melhor forma desde de inicio. Claro que a culpa não é deles pois, tal como todos os pais, pensaram que ao fazer as vontades dela iriam resolver a situação. Mas não é com comida que resolvemos as nossas frustrações e angustias.

    E não acho que seja com dietas rígidas que a miúda conseguirá ter uma vida saudável. Acredito que, se ela comer de uma forma normal e saudável ela irá perder peso de uma forma natural.

    Beijo
    Alice

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  14. Pois, foi como eu disse. Quando ela chegar à minha idade com certeza que vai mudar de ideia. É tudo uma questão de tempo. Pode demorar, mas vai chegar de certeza.
    Quanto aos resultados. Resistência, força, as gordurinhas a transformar em músculo, bem estar principalmente, estou a notar isso tudo e estou cada vez mais feliz. Agora quanto aos números (balança), sinceramente não ligo muito. O que me interessa é olhar para o espelho e gostar de mim, e principalmente sentir-me bem comigo. E, com alguns dias maus pelo meio (aka TPM), estou a sentir-me cada vez melhor. Não tenho um corpo de modelo, nem quero ter. Adoro as minhas curvas (o meu rabo ehehe) e não as quero perder por nada. Sei, porque tenho noção disso e hoje em dia vê-se em todo o lado, o que é um corpo dito normal, e eu estou nessa fase. A minha ideia é principalmente ser saudável, e tonificada se possível ehehe

    Caramba, eu quando começo a escrever nunca mais paro ahahah
    Só testamentos LOL Beijinho *

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  15. A obesidade infantil é um tema que me interessa bastante e não me parece que esteja a ser gerido da melhor maneira.
    Eu fui uma criança gordinha e "cavalona" e apesar de me chamarem algumas vezes de "gorda" só não fui mais "bullyzada" (palavra nova!) porque era atinadinha para o estudo e tinha uma carinha laroca. É triste, mas é verdade!
    Os nossos pais são responsáveis por nos educar, vestir, dar amor...e também são responsáveis pela nossa alimentação. A minha mãe não gosta de comer (pão e leite são as coisas que mais come!) por isso, não diversificava na comida, além de ser muito disfuncional com os horários. Se isso me prejudicou? Sim e ela sabe. Apesar disso, nunca me mandou comer bolachas, bolos ou chocolates (que ela também não comia) e eu comia! Ou seja, a educação alimentar tem de partir dos pais, especialmente quando as crianças têm tendência para a compulsão. Se isso implica diminuir os alimentos com açúcar em casa, os pais têm de fazer esse esforço pelos filhos. Se eu estou a comer batatas fritas, qual é a moralidade para dizer : "filha, tu não devias comer!" As crianças têm de ter role models com autoridade. Quando as minhas afilhadas me vêm a comer tomate, elas também querem. Se me pedem Coca cola e eu torço o nariz, bebem um gole e deixam o resto. Não podemos cair em extremismos mas não podemos permitir tudo. Eu gostava de ter tido quem me orientasse, me travasse e me desse a conhecer como as coisas saudáveis podem ser tão boas e que a actividade física tem de ser uma presença constante na nossa vida. Não tive e aprendi à minha custa com a balança a dizer que aquela tinha sido a pior maneira.
    E aqui fica a minha opinião de criança experiente na matéria!
    Beijos

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  16. Olá!!!
    olha, conheço bem essa situação...
    eu com 12 anos pesava mais de 80 kilos, e tinha 1,60m :P
    mas sinceramente, se me perguntarem o que falhou, para mim o que falhou foi "educação alimentar" em casa... quando era miuda enchiam-me o prato até cima cheio de comida, e eu comia tudo e era capaz de repetir. E não era eu que enchia o prato. depois tornou-se hábito eu comer muito.
    Um dia destes o meu pai contou-me que uma sobrinha de um amigo dele com 11 anos, tinha ficado diabetica, e uma das causas é que bebida 1,5l de sumo por dia.
    eu com 12 anos bebia 1,5l por refeição. e o sumo nao me era negado. e era comprado em quantidades enormes, mas acho que o truque é comprar coisas em muito pouca quantidade, porque mesmo que eu quisesse, bebia 1 copo e dividia-se a garrafa por todos, porque nao havia mais. mas como havia muito era a loucura...

    quando eu tinha praí 14 anos o meu pai perguntou-me porque é que eu comia tanto, e eu disse que nao conseguia parar. e sim, era mais forte que eu, mas se fui habituada a comer muito, claro que é dificil depois do estrago estar feito, compor-me...

    Acho que uma ajuda é mesmo comprar-se pouca quantidade de coisas más para a dieta.
    Quando menos disso se tiver em casa, menos se come...

    Beijinhos grandes e tudo se vai compor, vais ver!!!

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  17. uau ! realmente é MUITO peso para uma criança, e com a sociedade de hj em dia ela vai sofrer n só na sua saude mas a nivel psicologico, cm todas nos sabemos que acontece nas escolas...
    o que interessa é nunca desistir ou simplesmente deixar andar, eu acho que se tem de ter mesmo um pouco de controlo e restrinções nestes casos, pois a obesidade é uma doença, e se ela não ciar agora bons hábitos alimentares, será que no futuro será capaz ??

    força ! bjinho**

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  18. Na minha opinião é importante:
    -Não desistir dela e mostrar-lhe os malefícios da obesidade, que pode ter prazer em fazer desporto e outras atividades mais saudáveis do que comer.
    -Um bom psicólogo, mais que uma nutricionista, ela precisa de mudar a maneira como pensa e encara as coisas, principalmente a comida. Não ver a comida como compensação para as tristezas e etc.
    -E, bastante importante é as pessoas à volta dela terem pensamentos saudáveis e ajudarem-na, principalmente os pais. Como é que a rapariga pode tentar ser saudáveis se os exemplos em casa não o são? Ela sentir o apoio das pessoas é FUNDAMENTAL. E se fosse possível, ou os pais irem ao psicólogo ou irem de vez em quando com ela ao psicólogo para tentarem perceber a situação e a melhor forma de lidar com o problema da filha.

    E posto isto, mesmo que ela não perca peso, se ela tiver uma mentalidade diferente mais tarde ou mais cedo os resultados vão ser visíveis.
    Faz o que estiver ao teu alcance e ajuda no que puderes isso já é ótimo.

    Que tudo corra bem! Beijinho

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