terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Chega

Olá a todas!

Como estão? Espero que tenham passado óptimo fim-de-semana! 

O título deste post é forte, mas também é forte a mensagem que quero hoje aqui deixar.

Estou farta. Farta da mim, da minha vida. Aliás, estou farta de ter pena de mim, isso sim. Eu nunca fui assim. Tenho saudades da pessoa que eu era há cinco anos atrás, há dois anos atrás, no ano passado, há 6 meses atrás! Eu não me reconheço no ponto em que estou.

Nunca fui melodramática. Na verdade, pessoas que são como a pessoa em que me tornei, sempre me irritaram profundamente. Mimimi que estou tão infeliz, nada na minha vida corre bem, não tenho o emprego que gostava, queria ser mais magra, queria gostar do Mestrado, queria ter um corpo assim, queria fazer isto, ai a minha vida é tão triste, não é, de todo, a pessoa que eu sou. Não pode ser. Sempre fui super optimista e de bem com a vida. É claro que a vida me tem dado algumas bofetadas, desilusões, e muitos motivos para chorar. Mas, não é isso que ela é? Não é a isso que se chama crescer? Às vezes penso que o problema reside no facto de ter sido sempre demasiado feliz. Ou seja, tudo na minha vida sempre correu bem: tinha uns pais fantásticos, um grupo de amigos pequeno mas muito unido, um namorado que gostava de mim (apesar dos quilos a mais:)), entrei no curso que queria, fui sempre óptima aluna e fui ouvindo, ao longo dos anos (e em especial durante a licenciatura), que a vida me iria sorrir sempre. Eu era das melhores alunas da faculdade, fiz imenso voluntariado ao longo do curso, fiz erasmus, falo 3 línguas estrangeiras, etc etc. O problema foi esse. Se calhar criei expectativas demasiado altas. Mas, se pensarmos, quando entrei na faculdade, o país (e a Europa em geral) não estava no estado crítico que se encontra hoje. Por isso, é normal que os sonhos tivessem outro fundamento.

Deixei-me levar num negativismo profundo que nada tem a ver comigo. Toda a gente me conhece pelo sorriso fácil. Hoje em dia, as coisas não têm sido bem assim. Por isso, a partir de agora decidi que já chega. Tenho tentado, nos últimos tempos (bem, acho que toda a vida fiz isto, mas agora com outra "intensidade") ver o bright side da coisa:

- Trabalho numa loja, recebo uma miséria e, muitas vezes, parece que não dão valor ao meu trabalho? (mais os clientes do que os chefes propriamente ditos, mas pronto). Tenho emprego. Bom ou mau, a ganhar muito ou pouco, estou a aprender. Estou a aprender a ser mais paciente, a lidar com pessoas de outra forma, aprendi a ter horários e responsabilidades que não tinha. Se podia ter essas responsabilidades noutro local? Podia, mas para já é isto que tenho e, quem sabe, esta experiência não me vai ser útil no futuro!

- Estou a tirar um mestrado que provavelmente não servirá para nada? Certo, mas estou a tentar aprender mais, uma área ligeiramente diferente da qual me licenciei, estou a tentar ficar com um grau académico superior para, quem sabe, um dia ir mais longe. Tenho a oportunidade de fazer o Mestrado, e isso só pode ser positivo.

- Estou longe da família e do namorado? Sim, mas sei que me apoiam incondicionalmente. Viver sozinha é mau, mas é também muito bom. Tal como o trabalho, ensinou-me a ter outras responsabilidades, outra organização e a ter o meu espaço. Há alturas em que me apetece muito voltar para casa dos meus pais, mas sei que, quando isso acontecer, vai ser complicado.

- Estou a gastar muito dinheiro e nem sei se vale a pena? Pois, correcto. Mas os meus pais ajudam-me (aliás, sem eles eu nunca poderia estar aqui). E isso é bom, ou seja, eu tenho muitaaaa sorte em ter a ajuda dos meus pais. O meu pensamento de coitada aqui não se insere, mesmo. Tenho quem me ajude e me apoie, o que quero mais?

- Os meus amigos do Porto estão a desaparecer. Ok, se calhar não eram mesmo amigos. Se calhar até é uma boa forma de perceber melhor as coisas.

- Estou mais gorda, vão reparar, ai que horrível que me sinto? Os dias não são todos iguais. De facto, há alturas que estes pensamentos me assolam o pensamento e chego a sentir-me verdadeiramente infeliz. Mas depois, há dias (e é tão frequente!), que vejo pessoas em cadeira de rodas, jovens com este ou aquele problema de saúde, ou senhoras que me vêm perguntar se temos gorros na loja porque estão a fazer quimioterapia e o cabelo está a cair (como foi o caso de hoje), e eu penso: e tu és infeliz porquê, mesmo? 

Isto tão só alguns exemplos, como é óbvio. Mas é bom fazer este tipo de levantamento de ideias, para mais tarde vir aqui reler. Os meus problemas são grandes, se eu fizer com que sejam. Os meus problemas serão menores se eu minimizar a "gravidade" da situação, e tentar mudar as coisas.

Não gosto do tema da tese? Vou tentar, então, terminá-la (neste caso começá-la) o mais rapidamente possível, para me livrar disto de uma vez por todas. Tenho saudades dos meus pais e do meu namorado? Então quando estiver em casa vou aproveitar ao máximo o tempo que estou com eles, em vez de passar fins-de-semanas inteiros fechada em casa. Custa viver sozinha? Sim, mas vou aproveitar enquanto posso para o fazer. Daqui a uns meses já não será a mesma coisa. Os amigos não são a mesma coisa? Vou preservar os que tenho e fazer novos. Tenho de me abrir mais a novas amizades, coisa que não faço. 

E em relação ao que realmente trata o blogue? Bem, isso é a parte mais difícil, até porque acredito que se não estivermos bem psicologicamente, tudo o resto é complicado. Para já tenho tentado não pensar (demasiado) nisso. Tenho tentado não querer resultados imediatos. Tenho tentado comer mais e melhor. Os resultados irão aparecer. Sei que desta vez vai ser um processo mais lento, mas há-de ser definitivo. Por isso, comprometo-me aqui em ir relatando os meus dias ao nível da alimentação e do exercício físico, porque confio em vocês para me ajudarem :))

Bem, desculpem o desabafo, mas há alturas em que tem mesmo de ser :D

Beijinhos para todas*

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Obrigada meninas :)

Olá olá!

Então, pensavam que tinha desaparecido novamente? Naaa, tive foi imensos problemas com a net e ainda não percebi bem como postar através do blackberry (acho que tenho de lá configurar lá qualquer coisa, porque não dá para abrir quase nenhuma página da internet.)

Tal como previa, escrever aqui e, acima de tudo, ler os vossos comentários, fez-me muito bem. É engraçado como amigas virtuais podem ser muito mais amáveis, reconfortantes e compreensivas do que as pessoas que me rodeiam no mundo real.

A verdade é que cada vez me isolo mais. Viver sozinha é óptimo, mas às vezes sinto-me mesmo muito sozinha. Eu sei que parece a lenga-lenga do costume, que é, mas não sei mesmo o que fazer, neste momento, para mudar isso.

Mas, como dizia, escrever aqui fez-me bem. Tenho andado mais controlada, não tive uma compulsão propriamente dita e estou a pensar mais em mim. Ainda hoje fui a uma entrevista para um estágio profissional, coisa que não fazia há mais de um ano. Aliás, nem enviava currículos. Mas eu não posso, nem vou, acomodar-me à vida parva que tenho levado, porque isto não é vida. Quase de certeza que o lugar não vai ser para mim (não estou a ser pessimista, só mesmo realista), mas pelo menos tenho o sentimento de "dever cumprido", de ter feito algo por mim.

As coisas com o namorado também não têm sido fáceis. Vivermos afastados durante a semana não tem sido fácil, especialmente porque chegamos ao fim-de-semana e passamos pouquíssimas horas juntos. Mais uma coisa a tentar melhorar.

Mais uma vez, muitíssimo obrigada a todas que estão desse lado. Eu sei que posso não dar notícias com muita frequência (e quando dou, é para me lamentar), mas vocês são importantes. Obrigada! :)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Eu prometi que voltava...

... e espero que desta vez seja em definitivo.

Já deixei de escrever no blogue frequentemente há vários meses. Na altura deixei de escrever porque mudei de casa e a net aqui era fraquinha, fraquinha. Entretanto, a preguiça começou a falar mais alto e optei por deixar o blogue ao abandono.

No que diz respeito à temática do blogue propriamente dita, tenho a dizer-vos que isto foi um descalabro. Estou num ponto muitoooo pior àquele que comecei no início do blogue (e infinitamente pior ao ponto onde o deixei). Para quem não sei lembra, eu comecei o blogue com cerca de 70 kg. Voltei à nutricionista, orientei-me, deixei de poder ir à nutricionista, cheguei aos 65 kg em Agosto e agora estou com 73 kg (ou 74, nem sei bem). Sim, leram bem.

O que se passou? Não sei... Muito sinceramente não percebo o que pode provocar tanta tanta asneira a nível alimentar. Na véspera de Natal tinha 68,5 kg. Em menos de um mês engordei isto tudo. 

Novembro e Dezembro foram meses para esquecer. Trabalhei muito mais horas, de noite, não fui a casa e fiz menos exercício físico. Além disso, os jantares de Natal sucederam-se, tive muitas compulsões, veio o Natal, o Ano Novo e, acima de tudo, a parvoíce. 

Passar tanto tempo sozinha em casa fez com que eu comesse desalmadamente. Comi barras de cereais, bolachas e chocolates como se não houvesse amanhã. Em tanto tempo de reeducação alimentar nunca tinha passado num supermercado de propósito para comprar chocolates. Neste período isso aconteceu várias vezes. O problema? É que eu não como um bocadinho, como a embalagem inteira.

Estar tanto tempo sem ir a casa, sem estar com os meus pais, o meu namorado e os meus amigos também me deixou muito em baixo. E a parvoíce, lá está.


A minha mãe, sempre interventiva, e farta de me ouvir a lamentar, marcou-me uma consulta na minha antiga nutricionista. Em comparação com a última consulta da outra nutricionista, temos isto:

3 de Julho de 2012:                                        11 de Janeiro de 2013:
Peso: 67,3 kg                                                   Peso: 72, 3 kg
Cintura: 66 cm                                                  Cintura: 77 cm
Anca: 101 cm                                                   Anca: 105 cm

Como podem ver, o retrocesso foi gigante. E o pior é que a consulta foi na sexta-feira e eu passei o fim-de-semana e a segunda-feira em desequilíbrio total (o sábado nem por isso, vá). O pior é que não sei mesmo o que se passa. Eu sinto-me muito desmotivada com tudo na minha vida, estou farta de viver em Braga sozinha, o Mestrado não é nada daquilo que eu pensei que seria, tenho saudades de minha casa, das minhas coisas e não vejo um futuro muito risonho. O meu medo, em relação ao peso, é ser uma daquelas pessoas que emagrecem imenso e depois recuperam ainda mais kg. Eu não quero ser assim, mas estou a transformar-me numa dessas pessoas.

O problema é que estou a fechar-me em mim mesma, a dar demasiada importância a isto. Preocupa-me o facto de os outros verem que eu engordei, que comentem, e estou a ficar paranóica. Ainda no sábado à noite foi quase preciso obrigarem-me a sair de casa porque eu nem sequer queria ir tomar um café, porque engordei. Eu sou racional e tento não pensar nisso dessa forma, mas a verdade é que passo demasiado tempo sozinha e tempo para pensar nessas coisas não me falta...

Por isso (e por muito mais!), vou tentar voltar ao blogue de forma assídua. Não deixei de vos acompanhar, mas nem sequer comento, tal é a preguiça. Quem está comigo?:)

(Prometo tentar posts mais curtos no futuro :))